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08 setembro 2010

Biografia: Machado de Assis

Machado de Assis
(1839-1908)


(...) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.

"Suje-se Gordo!"



Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
  
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.

17 outubro 2009

Entrevista com Dárcio Arruda


No dia de entrevistar Dárcio Arruda todos os componentes da equipe estavam muito preocupados sobre qual seria a sua conduta e como ele reagiria com os alunos do segundo semestre de Radio e Tv. Primeiramente tinhamos um certo receio da entrevista não obter um resultado positivo, já que outros grupos não tiveram uma experiência parecida bem sucedida, e segundo algumas pessoas que nos disseram que o Dárcio Arruda não iria nos receber bem.
Chegando lá quando entramos em seu estudio notamos que ele é uma pessoa muito simpática e educada, nos recebeu muito bem e ainda nos convidou para voltarmos qualquer dia e assistirmos o seu programa, ele falou muito bem na entrevista e através dele podemos registrar muitas informaçoes sobre a década de 1950.

15 outubro 2009

Programas infantis na década de 50

Uma pequena amostra de como eram os programas infantis da época…

 Sonia Maria Dorce, apresentadora do Clube do Papai Noel - 1951 TV Tupi

Apresentado por Homero Silva juntamente da garota Sonia.
Era tão querido pelas crianças que, ganhou o apelido de Papai Noel.
As atrações do programas eram: malabarismo, mágica, humor mas a principal atração era os calouros mirins.

Cirquinho do Arrelia – 1951 a 1974, Tv Paulista, Tv Record.
Arrelia foi uns dosprimeiros palhaços a participar da televisão brasileira. Ele estava presente, criando quadros famosos, como o que aparecia com uma bengala fazendo delirar os telespectadores.
Arrelia a princípio trabalhava ao lado de seu irmão Henrique, depois formou dula com seu sobrinho “Pimentinha” divertindo, crianças e adultos.
O comprimento dos dois, quando apertavam a mão de forma exagerada e sincronizada e depois terminavam com um abraço e uma perna envolvendo um ao outro.
Arrelia foi imortalizado pelo “Como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, muito bem, bem bem!”

Capitão 7 – TV Record / 1954
com Ayres Campos e sua assistente, que era interpretada pela então garota-propaganda da Record, Idalina de Oliveira. O Capitão 7 tinha sua nave, onde observavam as atitudes dos demais humanos na terra, inspirado em séries de heróis americanos. Quando encontrava alguém em apuros, descia da nave, vestia seu capacete  e sua inconfundível roupa com um 7 no meio e um raio atrás deste. O número 7 era por causa do canal, é claro. Assim todos associavam o Capitão 7, como o “herói da Record”, “herói do 7″.

O início da TV

A TV Na Década de 50

Inaugurada em 18 de setembro de 1950 com Assis Chateubriand, o Chato, fundador da TV Tupi canal 3. televisão teve seus primeiros anos marcados pela fase de aprendizagem, tanto técnica quanto artisticamente. Os recursos eram primários. Usavam-se equipamentos mínimos suficientes para manter a estação no ar e a maior parte dos profissionais trabalhava de acordo com os conhecimentos que haviam adquirido no rádio, cinema ou teatro.

Chatô, fundador da TV TupiA produção dos programas ao vivo dependia de uma série de procedimentos complexos num ambiente ainda despreparado. Os estúdios das emissoras eram pequenos para comportar equipamentos, cenários e elenco. As câmeras são descritas como grandes e pesadas, com uma torre de lentes em cima de um tripé, com mais de um metro de abertura, ligadas à fonte de energia por um cabo de polegada e meia. Requeria um homem com a tarefa especial de segurá-lo durante seus deslocamentos, o caboman. A produção para televisão exigia procedimentos técnicos difíceis, com muitos  cenários e passagens de tempo. O mais complicado era dimensionar e estruturar o roteiro dos cenários, porque se trabalhava com três câmeras e dois pontos.
Mesmo nessas condições, o veículo foi se impondo e se expandindo. Em 1953, já existiam mais quatro emissoras, duas no Rio de Janeiro (RJ) e duas outras em São Paulo (SP). Embora longe de ter encontrado uma linguagem televisiva, São Paulo, nesta ocasião, era considerado o melhor centro produtor.

Mais tarde, foi introduzido na televisão o video tape, processo de gravação de som e imagem em fita magnética. Já conhecido desde 1957, só em 1960 passou a ser utilizado sistematicamente, tendo comprovada sua praticidade. Esse processo de gravação permitiu que as fitas dos programas fossem copiadas e enviadas para outros centros televisivos brasileiros. O video tape iria iniciar a fase de industrialização do programa de televisão e propiciar a inauguração de mais 27 emissoras pelo país. Sedimentava-se o eixo São Paulo-Rio de Janeiro como centro produtor. Eram enviadas 80% de suas atrações: shows, humorismo, dramaturgia ou reportagens jornalísticas, em video, às outras emissoras.